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segunda-feira, 12 de novembro de 2018
URGENTE! #ripstanlee
Salve, amigos cinéfilos.
Excepcionalmente venho novamente no dia de hoje dar uma péssima notícia pra quem, como eu, é fã de super-heróis.
Perdemos Stanley Martin Lieber. "Sim, e daí? Quem é esse cara?" vocês devem estar se perguntando... Pois ele foi nada mais, nada menos, do que a mente co-criadora da maioria dos super-heróis dos quadrinhos, e que vimos ultimamente no cinema. Stan Lee faleceu na manhã de hoje, 12 de novembro, de causas ainda não determinadas. Sua saúde já vinha fragilizada por conta da avançada idade (95 anos) e de uma pneumonia contraída no início desse ano.
Amanhã, durante o dia, pretendo colocar no ar uma matéria completa sobre ele.
Por hoje, fica a mensagem de condolências à família e aos milhões de fãs no mundo todo, que nesse momento têm:
- em seus olhos lágrimas de alegria pelas realizações do Sr. Lee e de tristeza pela partida repentina;
- em seus corações aquele aperto comum dos fãs que perdem os ídolos;
- em suas gargantas embargadas, a palavra que veio a ser o grito de guerra do artista: EXCELSIOR!
Rest in peace, Mr. Lee.
Marvel Series: Jessica Jones
Salve, amigos cinéfilos!
Seguindo a ordem, vamos ver hoje sobre uma ótima pedida para quem não gosta tanto de superpoderes, mas ainda quer estar por dentro da história dos heróis menos conhecidos da Casa das Idéias: Jessica Jones
Na crista da onda que foi o Demolidor, a Netflix lança a primeira temporada dessa série que se mostra um marco na TV, no sentido de mostrar uma mulher lidando com seus demônios (internos e externos), além do fato de essa mulher ter força sobre-humana. Não bastasse isso, há problemas com alcoolismo e amizades conturbadas. A série é protagonizada por Krysten Ritter e com participações de David Tennant (conhecido principalmente pela série Doctor Who e por ser um dos vilões de Harry Potter e o Cálice de Fogo).
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| Krysten Ritter: bêbada, sem banho, mas ainda "iti malia" <3 |
Infelizmente o padrão estabelecido pelo Demolidor ficou um pouco alto demais. Isso fez com que Jessica ficasse um pouco prejudicada, tendo um sapato muito grande para calçar. Quem gostava de séries antigas de investigação e detetives particulares, daqueles que tinham um escritório muquirana, com poucos móveis e um tom escuro, vai se sentir nostálgico. As cenas dentro do escritório "Alias Detetive Particular" são - normalmente - recheadas de migalhas que o público vai juntando e, junto com a protagonista, desvenda os mistérios trazidos pelos clientes.
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| Certo, a Krysten é linda... mas dependendo da época e do desenhista, a versão dos quadrinhos é meu sonho de consumo |
É uma pena que essas cenas não sejam mais comuns no seriado. Jessica passa mais tempo na rua com sua câmera ou correndo atrás de algum suspeito do que fazendo o "trabalho mental". E isso dá movimento à série, mas fica, de certa forma, com um "pouquinho" de cada coisa, e mudando o ritmo constantemente. A meu ver, isso deixa o público um pouco perdido, pois é complicado determinar a quantas anda a série. Creio ter sido esse um dos motivos porque Jessica Jones não ter ido tão bem aos olhos do público como o Demolidor.
Mas é claro que, em se tratando de Marvel, temos coisas "especiais" na série. Sim, Jéssica tem força sobre-humana. Só que ela não é a única com poderes extraordinários; Somos apresentados na série a Luke Cage (cuja série própria já vinha sendo produzida), ou "Power Man", como era conhecido nos quadrinhos, com altíssima resistência a danos físicos. E claro, um vilão à altura da protagonista: Killgrave, um sociopata com a habilidade de controlar a mente das pessoas.
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| Nos quadrinhos, um casal que combina direitinho... |
Ah, eu mencionei o fato de que Jessica é forte? Pois é, mas há um problema aqui. Ela é super forte, ao ponto de levantar os pneus de um carro do chão com as mãos, entretanto ela tem a mesma resistência de um ser humano normal. Isso quer dizer que, se ela levar um tiro, bater com a cabeça numa parede, ou chutar o canto da mesa com o mindinho, ela vai sentir. E vai doer. E vai fazer estragos. Sua resistência é a de um humano normal, o que é muito bom para a série. Ao assistir episódio a episódio, estabelecemos uma certa empatia com Jessica, sabendo que a qualquer momento ela pode se machucar sério, apesar da grande força física.
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| Nas palavras da Tish: "Jess, você é forte, mas até você 'quebra'". |
Bom, qualquer outra coisa que eu diga pode vir a ser spoiler, portanto vou terminar por aqui. E logo teremos outros reviews dos demais heróis Marvel que foram parar na Netflix!
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Marvel Series: DareDevil
Salve, amigos cinéfilos!
Já mencionei no blog as séries da Marvel, feitas pela Netflix. Pois vamos ver uma por uma, começando lá em 2015? Bom... no caso dessa primeira, "ver" não seria exatamente a palavra politicamente correta. Vamos começar pelo demônio de Hell's Kitchen em pessoa: o Demolidor!
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| Nada de fantasia vermelha... pelo menos na primeira temporada... |
Quem acompanha cinema sabe que o atual Batman nos cinemas (Ben Affleck) já se aventurou na concorrência. No caso, com a versão cinematográfica do advogado cego Matt Murdock. Não deu muito certo, pois os fãs não gostaram tanto (e nem estou falando do spinof da Elektra). Por conta disso, as opiniões sobre o anúncio de que a rede de streaming Netflix estaria repaginando o vigilante foram as mais diversas. Alguns sentiram-se esperançosos, principalmente por conta de sucessos assinados pela empresa que já vinham aparecendo, como Marco Polo (2014), House of Cards e Orange Is the New Black (2013). Outros sentiam-se com medo, principalmente por haver estigmas em adaptações de heróis para o cinema (leia-se o próprio filme com Affleck, e mesmo o Lanterna Verde, com Ryan Reynolds).
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| Sabe isso aqui? Esqueça... |
Atualmente na terceira temporada, parece que os esperançosos foram recompensados. Ainda no primeiro episódio da primeira temporada, há quem tenha ficado sem fôlego. A interpretação de Carlie Cox está sublime nos momentos em que ele é o advogado, lembrando a interpretação de Al Pacino em Perfume de Mulher (1992). Os trejeitos, a forma de encarar o vazio, tudo isso seria esperado de um ator que treinou para o papel. O que realmente impressiona nesse caso é que, pela história do personagem, ele não é exatamente cego. Claro que a visão lhe falta, mas é compensada por todos os outros sentidos. Isso quer dizer que Cox precisa interpretar um personagem que interpreta outro personagem! Sim, Murdock acaba sendo também um ator, pois precisa convencer todos que é um "cego tradicional". E o ator faz isso com maestria!
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| Mattew "Mat" Murdock e Franklin "Foggy" Nelson, da "Nelson & Murdock Advogados" |
Não bastasse isso, vemos nas cenas de luta o motivo pelo qual ficamos sem respirar. Uma cena no final do segundo episódio da primeira temporada, filmada em um take (sem cortes), com aproximadamente 5 minutos de duração. Sem diálogos, só porrada. É a famosa "luta do corredor". Sem entregar muito, assista pra saber.
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| Grave bem essa imagem... e assista pelo menos até o segundo episódio da primeira temporada... |
No geral, a série mostra o tom mais escuro, tradicional do vigilante. Como um dos seus títulos diz, ela se passa em Hell's Kitchen, um bairro fictício de NY, e tem certa ligação com o MCU (algumas referências aqui e ali, nada explícito). Na minha modesta opinião, de todas as séries que a Netflix lançou sobre heróis Marvel, esta é disparada a melhor! Vale a pena conferir!
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
10 anos de MCU
Salve, amigos cinéfilos!
Conforme prometido, estou entregando mais um artigo aqui, falando sobre uma saga comparável a outras de grande renome, como Star Wars, Lord of the Rings, Star Trek, Harry Potter... E não é qualquer saga... é a responsável por tornar realidade o sonho de muitas crianças, jovens e adultos: ver os seus heróis favoritos pulando das páginas dos quadrinhos pras telas: o Universo Cinematográfico Marvel!
Este ano o MCU (Marvel Cinematic Universe) completou 10 anos. São 10 anos de filmes e séries pensados para, todos juntos e em sequência, contar uma história só. Sim, cada um dos filmes e dos episódios das séries são, na verdade, pequenos ou grandes capítulos de um só conto. Mas antes de falarmos dos filmes, vamos falar um pouco dos bastidores, um papo que vem rolando há muito mais do que os 10 anos do MCU...
1993-1995
Na década de 90 a Marvel já contava, além da parte de publicações em papel, com uma divisão voltada a outras mídias: o Marvel Entertainment Group. Em 93, a divisão Marvel Films foi criada sob a presidência de Avi Arad. Outras empresas acabaram comprando nos anos seguintes os direitos de alguns personagens, como os X-Men (cujos direitos foram adquiridos em 1994 pela 20th Century Fox.
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| Quarteto Fantástico... ou quase... |
1996-2000
Ainda na década de 90, foi criado o Marvel Studios, que passou a controlar os personagens cujos direitos ainda estavam nas mãos da empresa principal. Em agosto de 98 estreia nos cinemas Blade, com Wesley Snipes no papel principal e a direção de Stephen Norrington. Em julho de 2000, numa colaboração entre a Marvel e a 20th Century Fox, é lançado X-Men, com o mito Patrick Stewart encarnando o professor Xavier e Brian Singer no "volante" da produção.
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| Blade... continuação em breve... |
2000-2004
Nesse período a Marvel, por assim dizer, apareceu apenas com o nome e com uma parcela pequena da produção de filmes. Empresas como Paramount Pictures e New Line Cinema, além da Fox e da Sony, continuaram a capitanear os filmes dos personagens Marvel. Até mesmo a Artisan Entertainment (A Bruxa de Blair) ajudou a engrossar o caldo que virou o panteão de heróis. Em 2002 estréia Homem-Aranha (sim, o "primeiro", com o Tobey Maguire como cabeça-de-teia e dirigido por Sam Raimi).
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| Spider-Man ou Spider-Emo? |
2005-2007
É aí que a coisa começa a tomar forma para a Marvel. Durante esse período, a empresa começa a pensar em readquirir os direitos de alguns personagens, enquanto aproveita o lucro dos licenciamentos realizados para outros estúdios. Entre animações e curtas, Avi Arad e o resto da equipe vão ganhando experiência e preparando as fundações para o que viria a ser um verdadeiro império nos anos seguintes. É também nessa época (março de 2007) que Kevin Feige assume como Presidente de Produção, e a pré-produção do primeiro grande filme da Marvel Studio começa. Feige, até hoje, é considerado o grande nome da Marvel no cinema, tendo participado da produção de todos os filmes de 2008 até o presente
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| O Motoqueiro Fantasma, estrelado por Nicolas Cage... eu conto ou vocês contam? |
2008-2012 (MCU Fase 1)
2008 - Em maio, estréia a pedra fundamental de 10 anos de repetidos sucessos da Marvel: Homem de Ferro, com Robert Downey Jr. no papel principal e Jon Favreau na direção (e também atuando como o guarda-costas Happy Hogan). Introduzindo personagens como Pepper Pots (Gwynet Paltrow), James "Rhodey" Rhodes (que foi interpretado no primeiro filme por Terrence Howard, e depois foi substituído por Don Cheadle), Phill Coulson (interpretado por Clark Gregg, e que ganharia papel de destaque tanto nos filmes como na série Marvel: Agentes da S.H.I.E.L.D.) e a inteligência artificial JARVIS (dublado por Paul Bettany), o sucesso foi estrondoso! Robert Downey Jr. encaixou tão bem no papel que até mesmo os quadrinhos mudaram para deixar Tony Stark mais parecido com o ator. No mesmo ano, Edward Norton dá vida a Bruce Banner em O Incrível Hulk.
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| "I am Iron Man" |
2009 - Pela "bagatela" de 4 bilhões de dólares, a toda-poderosa Disney compra a Marvel Studios e a coisa começa a fluir. Parte do acordo garantiu os direitos de personagens em posse de outros estúdios, mas a própria Disney anunciou que iria distribuir entre os seus estúdios esses direitos assim que os acordos externos expirassem.
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| Imagem auto-explicativa |
2010 - Favreau e Downey Jr. voltam às telas para a sequência Homem de Ferro 2. No mesmo ano, nasce a divisão de televisão da Marvel Studios (que manteve o nome após a compra pela Disney). Ainda, voltam para a Marvel (Disney) os direitos de distribuição para filmes d'Os Vingadores e para o terceiro filme do Homem de Ferro.
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| O Tony é fod@... mas a armadura do Máquina de Combate é muito mais legal! |
2011 - Mais dois filmes são lançados sob o selo da Casa das Idéias, como a Marvel é conhecida desde os tempos remotos: Thor (maio), com Chris Hemsworth no papel principal, e Capitão América: O Primeiro Vingador, com Chris Evans empunhando o escudo e ostentando as cores azul-vermelho-branco. E pode ir se acostumando com o nome Chris, pois esses dois são apenas os primeiros nos elencos dos filmes. Na produção asgardiana, grandes personagens serão apresentados e brilhantemente interpretados no elenco, como Loki (Tom Hiddlestone), Odin (Anthony Hopkins), Heimdall (Idris Elba), Erik Selvig (Stellan Skargård). Já no filme do "Cap", além do próprio, vamos conhecer o Caveira Vermelha (Hugo Weaving, infelizmente apenas nesse filme), Peggy Carter (Hayley Atwell <3, que reprisaria o papel na série Marvel: Agent Carter, cancelada prematuramente na segunda temporada) e Bucky Barnes (Sebastian Stan).
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| Capitão Steroids x Péssimo sotaque alemão |
2012 - Finalizando a Fase 1, os já cativados fãs vão aos cinemas assistir ao primeiro filme da história com mais de 2 personagens principais: Os Vingadores. Downey Jr., Hemsworth e Evans voltam aos seus respectivos papéis (Homem de Ferro, Thor e Capitão América), e são acompanhados pelo Hulk (agora vivido por Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johanson <3) e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). A segunda em comando da S.H.I.E.L.D., Maria Hill (Cobie Smulders <3) é apresentada, bem como temos a primeira noção de um grande universo na história de fundo.
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| "Eu nem chorei... só fiquei tremendo..." |
2013-2015 (MCU Fase 2)
2013 - O início da segunda fase dos filmes é marcado pelas sequências Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio. Temos nesse segundo uma pequena noção sobre o que viria a ser um dos pontos mais importantes da trama geral: as Jóias do Infinito (ainda não anunciadas com esse nome).
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| Como desperdiçar o talento de uma atriz (o filme ficou bom, mas a NP podia fazer melhor) |
2014 - Uma sequência (Capitão América 2: O Soldado Invernal) e um lançamento, que se mostrou uma agradável surpresa: Guardiões da Galáxia. Apresentando pela primeira vez no cinema a parte cósmica do universo Marvel, a equipe formada por Peter Quill (vivido pelo terceiro Chris, o Pratt), Gamora (Zoe Saldama <3), Drax (Dave Bautista), Rocket Racoon (dublado por Bradley Cooper) e Groot (dublado - EM TODAS AS LÍNGUAS nas quais o filme foi distribuído - por Vin Diesel) é colocada contra o primeiro representante da raça Kree: Ronan, o Acusador (Lee Pace). Os Kree vão ganhar uma certa importância no universo Marvel dos cinemas e da televisão, aparecendo principalmente na série Agentes da S.H.I.E.L.D., mas também mencionados indiretamente na série Inumanos. Especial atenção para o personagem O Colecionador (Benicio Del Toro), pois é ele quem explica detalhadamente, pela primeira vez, o que são as Jóias do Infinito, o centro da trama.
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| "Come and get your loooooooove..." |
2015 - Seguindo o padrão, a fase 2 se encerra com uma sequência e um lançamento: Vingadores: A Era de Ultron e Homem Formiga. O primeiro mostra principalmente a grande preocupação de Tony Stark com uma possível repetição dos eventos de Vingadores (invasão alienígena em Nova York). Já o segundo introduz tanto Scott Lang (Paul Rudd) no manto que, nos quadrinhos, é de Hank Pym (Michael Douglas), quanto o conceito chamado no MCU de Reino Quântico, que será importante principalmente no fim da fase 3 quanto no início da fase 4.
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| Até que ficou legalzinho... se é que me perdoam o trocadilho... |
2016-2018 (MCU Fase 3)
2016 - Seguindo a receita dos anos anteriores, o primeiro ano da fase 3 tem uma sequência e um lançamento. A sequência é Capitão América: Guerra Civil - que até então reunia a maior quantidade de personagens principais dentre todos os filmes do MCU. O roteiro é adaptado do arco homônimo dos quadrinhos, e apresenta mais dois personagens que logo ganhariam seus filmes solo: o príncipe T'Challa, detentor do título de Pantera Negra (e muito bem interpretado por Chadwick Boseman), e o tão aguardado Peter Parker, vestindo o tradicional uniforme azul e vermelho do Homem-Aranha (Tom Holland, na minha opinião o melhor dentre os atores no papel, bem acima de Tobey Maguire e seguido de perto por Andrew Garfield). A cisão no grupo de heróis se torna importante nos próximos filmes, como veremos mais tarde. O lançamento, muito comentado por sinal, foi de Doutor Estranho, personagem clássico dos quadrinhos, além de um dos mais poderosos do "panteão de papel". Introduzindo o Dr. Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), e alguns outros personagens de apoio, vemos a quarta Jóia do Infinito pela primeira vez em um dos artefatos mágicos usados pelo herói. Além disso, Wong (Benedict Wong), o instrutor do mago supremo, nos dá mais uma aula sobre as Jóias, o que ajuda a nos manter nos trilhos em termos de história.
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| Benedito só nos psicodélicos... |
2017 - Foi um ano atípico até aquele ponto para o MCU. Além da tão esperada sequência de Guardiões da Galáxia (com o nome genial de Guardiões da Galáxia Vol.2), temos o ainda mais esperado debut do cabeça de teia como, de fato, um personagem Marvel. Homem Aranha: De Volta ao Lar coloca o amigão da vizinhança de vez na trama, começando com a repercussão dos eventos de Os Vingadores e Vingadores: Era de Ultron na maioria da população (afinal, alguém tem que limpar a sujeira que a treta deixa pra trás, não é mesmo? hehehe). O terceiro filme do ano foi um não tão aguardado pelo público em geral, mas que teve um hype muito grande por parte de quem conhece os quadrinhos. Thor: Ragnarok veio trazer de volta o gigante esmeralda, o que para alguns justificaria a troca do nome do filme para Planeta Hulk (arco dos quadrinhos muito aclamado pelos fãs). Dirigido por Taika Waititi, o filme tem a cara divertida do diretor, e é o gancho para o tão sonhado mega-filme da fase 3.
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| Honestamente? O melhor Homem-Aranha dos 3... |
2018 - Mostrando a que veio, a Marvel novamente lança 3 grandes filmes (2 sequências e 1 lançamento). Primeiro, aquele que considero um dos melhores filmes solo do MCU. Pantera Negra vem contar a história do agora rei T'Challa após os eventos de Guerra Civil, e mostrar pela primeira vez o país fictício de origem do monarca: a nação africana de Wakanda. O filme é um show em todos os quesitos (interpretação, trilha sonora, fotografia, efeitos especiais...). Em seguida, o grande divisor de águas da fase 3 é revelado: Vingadores: Guerra Infinita! Juntando nada menos que 21 heróis do cinema no mesmo filme, a produção foi monumental! Com Thanos (Josh Brolin) como antagonista principal, justifica toda a ladainha dos filmes anteriores sobre as Jóias do Infinito. O pouco comentado (perto dos outros dois) Homem-Formiga e A Vespa tem lugar cativo na trama, pois aprofunda a breve explicação sobre o Reino Quântico que recebemos no primeiro filme. Finalmente mostrando Hope Van Dyne (Evangeline Lilly <3) finalmente preenchendo seu lugar ao lado do nosso pequeno-grande herói (ah, a Sessão da Tarde... kkkkkkk), temos o resgate da desaparecida esposa de Hank Pym, Janet Van Dyne (a Vespa original, interpretada pela maravilinda Michelle Pheiffer <3<3).
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| "Black Panta" |
2019 - adiante (Fim da Fase 3 e início da Fase 4)
2019 - No começo do ano, ainda na fase 3, vamos ter mais um lançamento que promete bastante: Capitã Marvel. A primeira aparição de Carol Denvers (Brie Larson <3) no MCU deve ser outro marco importante. Segundo se ouviu dos envolvidos no roteiro, ela será apresentada como a personagem mais forte até o momento, capaz até de colocar o titã louco de joelhos. Pouco tempo depois, deve sair a conclusão da história iniciada em Guerra Infinita O filme ainda sem nome está programado para maio. Já na fase 4, a sequência de Homem-Aranha: De Volta ao Lar (com o nome de Homem-Aranha: Longe de Casa) fecha o ano e inicia uma nova era para o MCU, que segundo especulações, deve vir temperada com os novos filmes do Quarteto Fantástico e dos X-Men, agora definitivamente na Marvel, e graças à negociação que já é comentada - onde a Disney deve ficar ainda mais toda-poderosa adquirindo a 21th Century Fox.
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| Te cuida, Mulher-Maravilha... |
O Futuro - Infelizmente, nem tudo são flores. A demissão do diretor James Gunn por conta de antigos tuítes, além da indignação dos atores com esse fato, colocou em risco a produção (já iniciada) do terceiro filme dos Guardiões da Galáxia. Os atores se recusam a participar sem o diretor, a Disney se recusa a rever a decisão, e em princípio, a produção está parada por tempo indeterminado. O que se sabe é que o projeto ainda existe, a produção está apenas suspensa (não cancelada), e ainda há mais projetos a serem executados, portanto vamos ficar na dúvida sobre isso por enquanto.
De resto, sabe-se com certeza apenas que existem os seguintes projetos confirmados para o futuro da franquia:
- A Viúva Negra deve ganhar um filme solo, estrelado ainda por Scarlett Johanson (suspiros);
- Pantera Negra deve ganhar uma sequência (ainda sem nome definido), o que muito me agrada;
- Estão confirmados planos para introduzir Os Eternos no MCU. Este é um grupo de seres criados pelos Celestiais (entidades divinas consideradas como uma das raças mais antigas do universo Marvel. Nos filmes, foi vista apenas a cabeça decepada de um em Os Guardiões da Galáxia, no lugar chamado - muito originalmente, diria eu - de Lugar Nenhum), e o seu objetivo era servirem como guardiões da Terra;
- Há um boato sobre, pelo menos, mais um filme de Blade. Wesley Snipes teria confirmado que está em negociações com a Marvel para reprisar o papel do caçador de vampiros no cinema.
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| "- Os Eternos... - Ham... quem?" |
E com estas gotas de conhecimento, ficamos por aqui, esperançosos pelo futuro do MCU nas telonas. Logo devo trazer os reviews das séries da Marvel feitas pela plataforma digital Netflix!
sexta-feira, 1 de abril de 2016
#peideiesai (18+, com SPOILERS!)
Salve, amigos cinéfilos!
Alguém aí sabe o que quer dizer "quebrar a quarta parede"? E quem aí curte quadrinhos? Ok, última pergunta: regeneração mutante, reflexos ampliados e senso de humor brilhante como a careca do professor Xavier... quem sou eu?
Exato, amigos! Esse é o review do esperadíssimo Deadpool! Ah, um detalhe: CONTÉM SPOILERS! Então, se você não é um dos muitos que foi ao cinema assistir (ou se você não baixou sua cópia ilegal pela internet com legendas em coreano e uma cabeça passando na frente da tela a cada 15 minutos), NÃO PROSSIGA! Ou prossiga, tô nem aí...
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| Autoexplicativo |
Pois bem. Após um personagem completamente diferente do que se viu até aquele momento nos quadrinhos e jogos, que tem apenas o nome em comum com o mercenário tagarela, e passando depois por uma experiência mais do que frustrante com um anelzinho verde, Ryan Rodney Reynolds está de volta. Em um filme de origem melhor que toda a franquia dos X-Men, um filme de ação comparável ao Iron Man, e numa performance que deixa qualquer Quarteto Fantástico no chinelo, Tim Miller faz com que a Twentieth Century Fox (quase) se redima dos erros cometidos no filme de origem do Carcaju. Muito se deve à classificação etária indicativa (Rated "R" pela Motion Picture Association of America, classificação 16 anos no BR), o que liberou a gravação de palavrões, nudez e violência. Tudo o que faz uma criança crescer saudável.
Ah, e não podemos esquecer da participação mais do que especial (deliciosa, na minha opinião) de Morena Baccarin, e também do engraçadíssimo T. J. Miller.
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| Oh, Lord... |
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| O pior melhor amigo do mundo |
Mas vamos ao que interessa... O projeto, como muitos já sabem, nasceu de um vídeo feito com o próprio Raynolds, no qual ele está vestido com o spandex vermelho característico do personagem (literalmente igual ao dos quadrinhos), e realiza algumas proezas que envolvem decapitações, tiros, perseguição e capotagem de veículos e claro: o escárnio do protagonista. Esse vídeo teve tanta repercussão na internet que a Fox pensou (ok, não a pessoa jurídica Fox, mas as pessoas físicas, os executivos) e disse "ok, vamos dar uns trocos pro Sr. Miller (Aproximadamente 58 milhões de obamas), deixamos ele chamar o Sr. Reynolds e rezamos pra não quebrar..." E de fato, não quebrou. Só na primeira semana, nos EUA, o filme arrecadou mais de 135 milhões! Muito graças à campanha fortíssima e muito bem feita pela área de marketing.
E a história, apesar de um pouco diferente dos quadrinhos, é extremamente bem construída. Claro, pro padrão "Deadpool". Ao invés de receber os poderes de regeneração do seu "amigo" Wolverine, Wade Wilson é um mutante com poderes originais, mas que não manifestava nada até que "Ajax" (ou Francis, seu nome verdadeiro) injeta em Wade um soro que ativa eventuais genes mutantes dormentes através de extremo stress físico (sim, tortura). Ajax e Angel (Gina Carano, sua linda) batem sem dó nem piedade no Wade quando ele, depois de descobrir que tinha câncer, se voluntaria para uma instalação privada que promete cura-lo e torna-lo "melhor que melhor". Óbvio que ele queria isso pra poder voltar pra sua namorada/noiva Vanessa (Morena Baccarin, linda e louca no filme). Masssss...
Como tudo que envolve a história do Sr. Pool, tudo isso é contado de forma desconexa, com flashbacks narrados pelo próprio (sim, honrando a tradição dos quadrinhos, ele quebra várias vezes a quarta parede).
O filme intercala momentos de ação, muita comédia e até mesmo um toque dramático em certos momentos... quando Wade não está usando a máscara. Com o rosto desfigurado coberto, Deadpool toma conta, e é tão doido e engraçado quanto os quadrinhos. Apesar da alteração da história, a personalidade do protagonista ficou tão fiel que mesmo o fã mais chato dos quadrinhos vai entender e gostar desse filme.
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| "I've got BALLS OF STEEL..." |
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| Rebelde? Será? |
Eu poderia continuar falando de outras coisas, como a presença do Colossus, a aparição da "Megassonic Teenage Warhead" (melhor nome de herói da história, segundo DP), menções ao próprio Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson, WHAM!, tiração de sarro com Hugh Jackman, com a roupa do Lanterna Verde, com o casting dos novos filmes dos X-Man (James McAvoy e Patrick Stewart), mas vou parar por aqui, dizendo apenas que nas tradicionais cenas pós-créditos dos filmes com personagens da Marvel, Deadpool nos conta que teremos Cable na sequência. Sim, Cable. O mutante do futuro. O cara com partes de ciborg no corpo. Um dos menos conhecidos personagens de quem só conhece os X-Man do cinema.
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| Será? Sim... o próprio Sr. Pool confirma.... |
Ok, terminei por aqui. E sim, Stan Lee está no filme. #tragamaschimichangas
terça-feira, 11 de agosto de 2015
DC x Marvel - Comics nas telonas e telinhas (parte 3 - considerações finais)
Salve, cinéfilos de plantão!
Segue a terceira e última parte do post especial em três atos (sério?) sobre a batalha Marvel x DC nos cinemas e na televisão! Agora vamos fazer um comparativo, lembrando quem começou, quem levou a melhor em arrecadação nos cinemas, qual é mais bem sucedida em séries de TV... sempre lembrando que sou imparcial nessa disputa... ou tento ser... hehehe
Bom, vamos começar assim: Quem começou a expandir o seu universo dos quadrinhos para as telas primeiro? Qual das duas teve essa brilhante ideia, e decidiu apresentar algo mais aos fãs, conquistar uma nova fatia de público e, claro, ganhar alguns $$$ a mais?
Indiscutivelmente, foi a DC. Como expliquei nos post anteriores (parte 1 / parte 2), a primeira aparição de um personagem baseado em qualquer das duas franquias é da década de 40, com o Superman. A Marvel só foi colocar um personagem nas telas na década de 80, com Howard, the Duck. E olha que essa adaptação, apesar de fazer parte da infância de tanta gente e ser um clássico da Sessão da Tarde, nem ficou tão boa. Portanto, está aberto o placar, DC 1 x 0 Marvel.
Segundo ponto: quem levou a melhor em arrecadação nos cinemas. Vamos considerar qual filme arrecadou mais, não qual foi o mais lucrativo. Por quê? Primeiro, é mão de obra semais pesquisar quanto cada filme custou, quanto arrecadou e fazer as contas (sou das humanas, não das exatas, e um preguiçoso inveterado para coisas que não sejam essenciais); Segundo, porque temos filmes de baixo orçamento que arrecadaram pouco, filmes de grande orçamento que arrecadaram muito, valor dos ingressos x valor gasto no filme em cada época, o advento da Internet, com cada vez mais informação sobre os filmes sendo jogadas na nossa cara a cada dia... é MUITA mão de obra.
Então vamos ver: O filme que mais arrecadou na história da DC nos cinemas foi The Dark Knight Rises (e a DC agradece até hoje ao Heath Ledger por isso), com US$ 1,084 bilhão. Parece muito, mas calma: A Marvel emplacou US$ 1,518 bilhão com o The Avengers, ou seja, o morcegão deveria conseguir mais uns 50% para igualar a trupe da Marvel. Sem contar que o blockbuster da DC é apenas o 3º colocado entre as duas franquias, pois Iron Man 3 está em 2º lugar (na verdade, empatado tecnicamente com o primeiro, pois arrecadou aproximadamente a mesma coisa). Portanto, com indiscutível vantagem (numérica e financeira), a Marvel empata o score: DC 1 x 1 Marvel
Próximo ponto: Qual é mais "forte" nas séries para a TV. Ok, o critério é subjetivo agora. Não vou mentir, estou longe de ter visto todos os filmes / seriados das duas, estou postergando para assistir Agents of S.H.I.E.L.D. e Daredevil, por exemplo. Mas vou me basear no que já ouvi/li a respeito. Posso estar enganado, e peço que me corrijam se for o caso. Ah, e não vamos considerar séries que já tenham terminado ou que ainda não tenham estreado por uma questão de justiça, isso faz com que a coisa fique um pouco desleal.
Ok, a Marvel emplaca melhor nos cinemas, e a DC vai melhor nas séries televisivas... será? Teremos uma disputa pontuada dentro desse tópico, pois temos que comparar séries, o que é dificílimo, pois a responsabilidade maior é dos canais que as produzem. Do lado da DC, temos em andamento hoje as séries Arrow, Flash e iZombie pelo canal The CW, e Gotham, pela Fox. Do lado da Marvel, temos Agents of S.H.I.E.L.D. e Agent Carter da rede ABC, Powers, da PSN e Daredevil, da Netflix. Nesse comparativo, temos 4 séries de cada lado, e confesso que não havia sequer ouvido falar das séries iZombie (DC) e Powers (Marvel). portanto, por critérios de equidade, não vou levá-las em consideração.
Começando pela Marvel, as duas séries que mostram os heróis menos "super" do universo da editora, os agentes atuais e antigos da agência S.H.I.E.L.D., têm estado discretamente a contento dos telespectadores. Agents of S.H.I.E.L.D. mostra o dia a dia dos agentes "humanos-normais-insignificantes" que limpam toda a sujeira deixada pelos super's. Agent Carter mostra uma personagem apresentada pela primeira vez no longa do Capitão América, que dá tom a parte do filme como um pseudo interesse amoroso do escoteiro da Marvel. Ambas apostaram em uma receita não muito comum, que é usar os mesmos atores para interpretar os personagens que já haviam interpretado no cinema (a Agente Carter, personificada pela bela Hayley Atwell, e o Agente Coulson, com a cara de Clark Gregg). Já Daredevil tem sido uma boa surpresa do canal Netflix, apresentando uma repaginação do advogado/vigilante Matt Murdock, mas de uma forma menos sobre-humana do que o filme de 2003, estrelado por Ben Affleck (que agora está na concorrente como o novo Batman, conforme TODO MUNDO já sabe... hehehe). Mas essas séries estão muito mais para "legal" do que para "OMFG!".
Passando para a DC, temos duas séries que mostram membros fundadores da Liga da Justiça, mas que não foram tão aproveitado no universo das telonas até o momento: Arrow e Flash. A primeira, já indo para a 4º temporada, tem causado muito burburinho, tanto que o personagem, sempre visto como um milhonário e excêntrico playboy já está sendo chamado de "o Batman-mais-Batman-que-o-Batman". Não tão fiel ao que se vê nas animações e quadrinhos da DC (quem não lembra daquele cavanhaque malandro e da roupa de Robin Hood de Oliver Queen), a série tem agradado bastante como uma visão mais "realista" (se é que se pode chamar de realista um seriado que... bom... sem spoilers.. hehehe) do justiceiro de Star(ling) City. E se passando na vizinha Central City, temos Flash, indo para a sua 2ª temporada, com características bastante fiéis aos quadrinhos, inclusive com relação ao uso de personagens como o Flash Reverso, por exemplo. Ainda, estas séries trazem algo que tem agradado bastante: os "crossovers". Há, inclusive, o projeto para uma terceira série envolvendo exatamente isso, um crossover entre as duas, tamanho o sucesso. Já Gotham conta uma história de fundo de alguns personagens não tão explorados nos quadrinhos, e dá um reboot na história de origem de outros. Não assisti ainda, mas os comentários estão excelentes. E a presença de Jada Pinkett Smith só adiciona.
Portanto, esse último ponto certamente vai para a DC, que está sabendo empolgar muito nos seriados. Então temos o placar de DC 2 x 1 Marvel.
Existem outros aspectos que eu poderia apontar aqui, mas todos seriam subjetivos e pessoais, o que não seria legal com o leitor. Por exemplo, apesar de eu passar o troféu para a DC, sou "#teamMarvel" assumido. Mas preciso dar o braço a torcer que, na verdade, gosto de todos os personagens, independente de qual empresa detenha os direitos sobre eles. Nem preciso dizer que o sonho de qualquer nerd que se prese é um crossover entre DC e Marvel, mas também não preciso dizer o quão difícil seria acontecer esse evento tão épico.
Uma coisa que posso falar, colocando aqui o meu gosto para que vocês tirem as conclusões após assistir, é sobre o tom dos filmes e trailers que vi até agora. A Marvel sempre teve um tom de muita ação, muita explosão, muita pancadaria e a dose certa de humor. A DC, pelos filmes da franquia Batman - Begins / The Dark Knignt / The Dark Knight Rises e o recente Man of Steel, já apresenta um tom mais soturno, bastante voltado aos personagens, mas sem deixar de mostrar explosões, perseguições, e todo tipo de ação. Mas falta um pouco de humor, deixando os filmes mais sérios, o que atinge inclusive outro tipo de público. O ideal é assistir todos e tirar as próprias conclusões.
E finalmente chegamos ao fim dessa matéria, espero que seja do agrado dos nobres cinéfilos e leitores, e que incentive a que se assista aos filmes e séries para ver se estou errado, ou porque concorda com o que eu disse acima, ou simplesmente por curiosidade. independente do motivo, se você assistir algum desses filmes/séries pelo que escrevi aqui, já fico naquela de "missão cumprida"... hehehe
É isso... Sigam-me no Twitter (@ffmoviereview), lá eu semrpe aviso quando houver post novo...
Grande abraço!
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
DC x Marvel - Comics nas telonas e telinhas (parte 2 - DC)
Salve, cinéfilos de plantão!
Pra quem não acompanhou o primeiro post, estou falando aqui sobre a "batalha" entre as duas gigantes dos quadrinhos (Marvel e DC Comics) nos cinemas. Semana passada falei sobre a Marvel, agora é hora de falar da concorrente DC.
A DC Comics (originalmente "National Comics", depois "Detective Comics" e finalmente "DC") foi fundada em 1934, e já em 1948 teve um personagem aparecendo nas telas. O primeiro herói a dar as caras nesse formato foi o Superman, no que seria uma série de 15 capítulos (na época chamado de "filme seriado"), e foi interpretado por Kirk Alyn.
De lá para cá, certamente o Homem de Aço e o Homem-Morcego encabeçaram a odisséia cinematográfica da DC. Superman esteve em 9 produções (sem contar o filme baseado na prima do kriptoniano, Supergirl, de 1984, e a série homônima iniciada este ano), enquanto o morcegão esteve em 8 produções (novamente, sem contar a sofrível película sobre a Mulher-Gato). Outros personagens que já vimos nas telas incluem Oliver Queen / Green Arrow (Arqueiro Verde, atualmente com um seriado no hiato para a 4ª temporada), Berry Allen / Flash (uma das personificações do Velocista Escarlate, igualmente com um seriado no hiato para a 2ª temporada), Green Lantern (Lanterna Verde... aguardamos ansiosamente a redenção de Ryan Reynolds no Deadpool esse ano), Jonah Hex (um bom blockbuster de faroeste, com um pouco de misticismo na mistura), Watchmen (excelente filme de uma excelente graphic novel, daqueles que só "homenzinho" pode assistir, ou seja, PG-18)... entre outros.
As maiores apostas da DC, depois de obras primas como o já citado Watchmen, The Dark Knight e o reboot do Superman em Man of Steel são a própria sequência desse último (Batman v Superman: Dawn of Justice), filme no qual será apresentado o novo Batman (que tem um reboot anunciado, ainda sem data prevista, no qual Ben Affleck dá vida ao morcegão e ainda dirige o longa), e ainda: Suicide Squad (Esquadrão Suicida, a ser lançado no BR em agosto do ano que vem), o filme solo de alguns personagens apresentados no BvS (Wonder Woman, Aquaman, Shazam! e The Flash).
Um dos pontos que particularmente não me agrada é que não haverá relação dos seriados com os filmes, como já aconteceu na época do lançamento do filme Superman Returns, em 2006, durante o tempo em que a série Smallville ainda estava no ar. Não que Brandon Routh tenha sido um Super ruim, mas o que mais se via a respeito do herói na mídia era a cara de Tom Welling como protagonista. Isso, para mim, acabou por tirar um pouco do mérito de Routh como Kal-El. Por exemplo, é muito remota a chance de vermos Stephen Amell encarnando Oliver Queen/Arqueiro Verde no que será o segundo filme da DC sobre a Liga da Justiça, e essa é exatamente a chance de vermos Grant Gustin como Barry Allen/Flash.
Mas passando aos pontos positivos, confio plenamente na direção que as coisas estão tomando. Zack Snyder já provou sua capacidade em Watchmen e 300, duas adaptações um tanto sombrias de quadrinhos igualmente sombrios, o que em princípio vai ditar o tom dos próximos filmes dos quais ele se encarrega. Já tivemos um Superman muito taciturno em Man of Steel, o que já se viu no trailer de BvS é igualmente escuro, frio e até mesmo depressivo, e em princípio, todos esses novos filmes serão, pelo menos, PG-13, o que não seria muito recomendado para personagens de histórias em quadrinhos, mas que vão agradar o público que atingiu a maioridade acompanhados pelas revistas desses heróis.
Enfim, pensei em finalizar por aqui, mas ainda tem uma coisa que eu quero falar, que é exatamente a diferença entre o que vemos nos filmes/séries da DC e os filmes da Marvel, mas isso é assunto para outro post.
Então, até a próxima!
sexta-feira, 31 de julho de 2015
DC x Marvel - Comics nas telonas e telinhas (parte 1 - Marvel)
Salve, cinéfilos de plantão!
Não é de hoje que temos heróis fantásticos
nas telinhas (séries de TV) e nos telões (cinema). De cowboys do velho oeste a
cowboys espaciais, de detetives brilhantes a detetives engraçados. Mas nos
últimos tempos temos uma pequena invasão de heróis que são mais que heróis: são
os SUPER-HERÓIS!
Tivemos várias fases de heróis nas
telas... quem nunca ouviu falar do seriado do Batman da década de 60, ou a série de filmes
do Superman, estrelada por Christopher Reeve e com ninguém
menos que Marlon Brando e Gene Hackman no elenco?
Pois bem... atualmente os filmes e
seriados que mais aparecem nas notícias (sobre super-heróis, claro) são
encabeçados por duas gigantes originárias de outra mídia: Marvel e DC. Ambas são empresas que dominam o
mercado mundial de histórias em quadrinhos e têm um panteão respeitável de
heróis com capacidades sobre-humanas, e são responsáveis por nos apresentar
super-heróis (e grupos de super-heróis) como Os Vingadores, X-Men, Quarteto
Fantástico (da Marvel), Liga da Justiça e seus integrantes, que incluem
Superman, Batman, Flash, Arqueiro Verde, Mulher-Maravilha, entre outros (da DC).
Essa nova fase foi, digamos, “inaugurada”
pela Marvel, apresentando o filme X-Men, de 2000, colocando alguns atores no
que seriam os principais papéis que interpretariam durante um bom tempo: Patrick Stewart (Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, Moby Dick) como o Professor Charles Xavier, Ian McKellen (O Senhor dos Anéis, O Hobbit) como Eric Lensherr /
Magneto, Famke Janssen (007 contra Goldeneye, João e Maria: Caçadores de Bruxas) como Jean Gray (mais tarde a Fênix), Halle Berry (Chamada de Emergência, A Senha: Swordfish)
como Ororo Munroe / Tempestade e claro, Hugh Jackman (Australia, Gigantes de Aço) no papel mais lembrado
de sua carreira, Logan, o Wolverine (Carcaju, em português). A partir daí, foi
uma leva de filmes e mais filmes de super-heróis, com tentativas nem sempre bem
sucedidas de transportar os quadrinhos para as telonas.
A rival da Marvel, DC Comics,
não foi logo de cara nessa nova onda de “banho de loja” nos seus personagens, e
quando o fez falhou em alguns, teve um certo sucesso em outros, mas nunca
emplacou um sucesso como o próprio X-Men teve. O mais próximo disso, e com
opiniões muito controversas, foi o deveras discutido Superman – O retorno, de
2006. Os fãs de longa data do nosso amigo kriptoniano não curtiram muito o
visual do uniforme do herói, que deveria ter sido uma homenagem ao uniforme dos
filmes estrelados pelo falecido Sr. Reeve, mas ficou um tanto caricato (como se
um collant azul com uma cueca vermelha por cima e uma capa fossem algo muito sóbrio
e realista... hehehe). Particularmente, Brandon Routh (Scott Pilgrim Contra o Mundo, Lie to Me) foi um bom Super, na
linha do predecessor, mas foi prejudicado por Kate Bosworth (Terror na Ilha, Sob o Domínio do Medo), uma Louis Lane
sofrível, Kevin Spacey (Beleza Americana, Los Angeles - Cidade Proibida), nem de longe um Lex Luthor tão carismático quanto
foi Gene Hackman, e Frank Langella (Frost/Nixon, O Último Portal), um Perry White muito mais “calminho” do
que o editor-chefe do Planeta Diário deveria ser.
Aproveitando a morosidade da
rival, a Marvel lançou algo que, para alguns fãs, foi uma das maiores apostas
do cinema em um ator considerado “underdog” pelo grande público, mas que foi
muito bem pensada, e caiu como uma luva... ou no caso, uma armadura inteira! Iron
Man é lançado em 2008, com Robert Downey Jr. (Zodíaco, Trovão Tropical) dando vida a Tony Stark, em uma
das melhores químicas dos últimos tempos com a bela Gwynet Paltrow (Seven: Os Sete Crimes Capitais, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã), que
interpreta Pepper Potts. O filme deu tão certo que virou franquia e recuperou a
brilhante carreira de Downey Jr., que vinha de várias frustradas tentativas de
reabilitação pelo consumo deveras exagerado de substâncias politicamente
incorretas (ok, ok... álcool e drogas, pronto!), e de alguns casamentos
frustrados. E foi tão bom que, apesar de algumas discrepâncias com relação à
história dos quadrinhos, foi muito bem aceito pelo público.
E não foi só isso que este
filme fez. No rastro de Iron Man vieram alguns dos Avengers, em 2012, tanto com
filmes solo (vide Thor e Capitão América) quanto com duas superproduções com o
time inteiro (claro, não inteiro como nos quadrinhos, mas com os atores e
atrizes que já conhecíamos dos filmes solo). Esses membros dos Avengers tiveram
interpretações muito parecidas com os quadrinhos, méritos de bons atores como ChrisEvans (Heróis, Quarteto Fantástico), Mark Ruffalo (Ilha do Medo, Ensaio Sobre a Cegueira), Chris Hemsworth (Star Trek, O Segredo da Cabana), Scarlett Johansonn (Lucy, Sob a Pele), Jeremy Renner (O Legado Bourne, Guerra ao Terror), Tom Hiddleston (Meia-Noite em Paris, Cavalo de Guerra), Samuel L. Jackson (Pulp Fiction: Tempos de Violência, Django Livre), entre outros.
No encalço dos Avengers e dos filmes solo de alguns membros, temos filmes de heróis menos conhecidos, como Os Guardiões da Galáxia, estrelado por Chris Pratt (Jurassic World, O Homem que Mudou o Jogo), Zoe Saldana (Avatar, Star Trek), Dave Bautista (Riddic, O Homem com Punhos de Ferro), Vin Diesel (Veloses e Furiosos, Triplo X) na voz de Groot (em todas as línguas, inclusive português), Bradley Cooper (Se beber, Não Case!, Trapaça) na voz de Rocket Racoon e Michael Rooker (The Walking Dead, Risco Total), além do recém lançado Homem Formiga, com Paul Rudd (Eu Te Amo, Cara, O Virgem de 40 Anos), Michael Douglas (Instinto Selvagem, Um Dia de Fúria) e Evangeline Lilly (Gigantes de Aço, Lost). Esses dois últimos são filmes dos quais não se esperava muito, mas que surpreenderam positivamente como ótimos blockbusters.
E sobre a Marvel é isso. No próximo post, vamos ver o que a DC Comics aprontou nas telas...
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